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domingo, abril 19, 2026
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Primavera está chegando e pede vinhos mais leves

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Sommelier Rafael Sá dá dicas de rótulos para a estação mais florida do ano

Identidade

A estação mais florida do ano está chegando. É a primavera, que começa dia 21 de setembro, mas que, desde agora, já dá sinais de estar por perto em Brasília. O clima já está mais quente e mais seco. Pensando nisso, o sommelier Rafael Sá, da Pires de Sá Vinhos, resolveu dar algumas dicas de rótulos especiais para esta época do ano. “Pensamos muito nos pratos e nas combinações possíveis de vinhos – e, de fato, sempre tem um vinho específico para determinado tipo de comida. Mas devemos levar em conta o clima e não só o alimento. A primavera é uma estação quente. Particularmente para Brasília, é seca, com chuva só depois de outubro. Isso se a seca não se estender. Por mais que a comida peça um vinho muito encorpado, ele será muito pesado para o clima. A não ser que seja um ambiente climatizado, com ar condicionado. O ideal, portanto, é dar preferência para vinhos mais leves, mais frutados, que tenham a pegada do clima seco e quente”, explica.

Maquis

Rafael diz que a escolha perfeita são os espumantes, sempre servidos gelados. Eles combinam com todos os tipos de pratos, desde entradas até sobremesas. “Pode ser um Brut, um Demi-Sec e até um Moscatel, mas sempre servido na temperatura ideal, que é de 6 graus.” Espumantes fora da temperatura ficam alcóolicos demais e muito gasosos. Caso não haja como medir a temperatura da garrafa perfeitamente, o ideal é molhá-la com água, ainda em temperatura ambiente, e deixá-la resfriando no freezer por 40 minutos.  

D’Anjou

E, por ser a estação mais florida do ano, os rosés e brancos também são estrelas, porque ressaltam muito a fruta e o frescor das flores. “São frescos, fáceis de beber e não são geralmente muito alcóolicos, condizendo com o clima.” Uma ótima uva é a Gewürztraminer, oriunda da Alsácia, muito floral e não frutada, com toques minerais, tanto na boca quanto no aroma. “A Casa Valduga produz o famoso Identidade, que só sai em pequena escala e safras especiais. Vale a pena.” Quanto aos rosés, há diversos estilos, mas o ideal são os provençais, que têm a cor mais salmão, típica das flores que nascem nesta época. “Super elegante, porque mescla acidez com frescor e sabor frutado.” Mas, para facilitar o acesso, Rafael indica um rosé excelente da América do Sul: o Maquis Rosé, chileno, que mescla Malbec com Cabernet Franc. Há ainda o Rosé D’Anjou Remy Pannier, vinho do Vale do Loire. Ele é rico em frutas e bem fresco.

Por fim, há a possibilidade de tomar os vinhos brancos e rosés na beira da piscina ou na praia. Se não houver geladeira ou freezer por perto, o ideal é colocar duas pedrinhas de gelo para manter o vinho mais gelado.

“Serei Luz” é o novo clipe do Natiruts, com participação de Thiaguinho

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Foto: Rodolfo Magalhães

Single inédito é o prenúncio do novo disco da banda

Foto: Rodolfo Magalhães

“Serei Luz” é o novo clipe/single do Natiruts, que está sendo lançado hoje. Pela primeira vez, a banda conta com a participação especial de Thiaguinho. A parceria aconteceu quando os autores da música – Thiaguinho e Vinícius Feyjão – mandaram uma gravação em voz e violão para Alexandre Carlo dizendo que haviam feito uma canção que parecia ter sido composta pelo próprio vocalista do Natiruts. “Quando ouvi realmente me identifiquei muito e perguntei se poderia produzi-la”, conta Alexandre. “Reestruturei as partes da música, inseri algumas coisas na melodia do refrão e fiz os arranjos. Aí entramos no estúdio com os Natiruts e gravamos”, completa.

Realmente a mensagem da faixa traz tudo que o Natiruts emana: amor e paz. Sua letra incentiva o jovem a correr pelo certo, mesmo que esse corre tenha que ser dobrado. O clipe foi gravado na Vila Itororó, em São Paulo, e conta com a direção de Rafa Costakent. “Revestidos de uma armadura estética baseada nos escudos reflexivos, os espelhos defendem, com a própria luz, uma proposta à não violência em meio à guerra cotidiana” explica o diretor.

Este clipe é o primeiro single do novo álbum de inéditas que o Natiruts está preparando para lançar no final de 2018. Será o oitavo disco de estúdio da banda, gravado e produzido em Brasília nos estúdios da Zeroneutro.

Assista “Serei Luz”: https://www.youtube.com/watch?v=BN6m-o7Jr1A

Escute o single: https://smb.lnk.to/SereiLuz

Foto: Rodolfo Magalhães

Ficha Técnica – Clipe Serei Luz
Diretor: Rafa Costakent
Assistente de Direção: Lize Borba
Diretor de Fotografia: Alexandre Vianna
Primeiro Assistente de Câmera: Murilo Magalhães
Segundo Assitente de Câmera: Jeff Rasta
Logger: Benhur Jonas
Diretora de Produção: Lívia Belfort
Assistente de Produção: Hugo Macedo
Diretora de Arte: Lize Borba
Equipe ZERONEUTRO
Empresários: Gilson Simões / Júlio Araújo
Produção Executiva: Fernanda Canton Ramos (Branca)
Pré-produção: Lilia Gomes / Leonardo Almeida
Marketing: Ana Paula Ayrosa / Gabriela Britto
Comercial: Eduardo Oliveira

Músicos  
Vocalista: Alexandre Carlo
Vocalista: Thiago André Barbosa (Thiaguinho)
Contrabaixista: Luís Maurício Ribeiro
Guitarrista: Rodrigo Peres (Kiko)
Percussionista: Denny Conceição
Teclado: Bruno Wambier
Baterista: Lucas Pimentel

Instrumentos
Produtor técnico: Emerson Andrade
Produtor Artístico: Leandro Porfírio
Stage Manager: Robson Lissone
Roadie: Gustavo Nepomuceno
Figurinista: Nê Bardac
Maquiadora: Welida Souza
Stylist Thiaguinho: Dudu Farias
Cabelereiro: Marcos Baroni
Contrarregras: Carlinhos, Renato, Matéria Prima e Vinicius Satto
Eletricista: Betão Mfa
Assistentes de Elétrica: Carlos Cortes, Nino, Marcelo Rei
Maquinista: Marquinhos
Operadores de Drone: Rafael Paiva e Sergio Fagundes
Fotógrafos: Rodolfo Magalhães e Fernando Mazza
Montadores: Kafé, Rafa, Rafa Costakent e Hugo Macedo
Colorista: Lucas Bergamini
Marketing Digital: Agência Natural
Assessoria de Imprensa: Tropi Press
Coreógrafos: Katy Serrano e Ds Fuel
Bailarinas: Katy Serrano, Marilia Curtolo, Ariel Saori, Sthéphanie Mascara
Dançarinos: Jc, Alex Augusto, Wooder Felipe, Cello Lopes, Yggor Martins, Felipe Lobato, Diego Josh, James Chant, Gustavo Candido, Thiago Miyamura
Agradecimentos: Esgrima Life Quality e Kappa Official
Apoio: Goethe-Institut https://www.goethe.de/saopaulo/goethenavila
“Este videoclipe foi gravado no Goethe na Vila espaço de projetos do Goethe-Institut na Vila Itororó em São Paulo.” Filmado em locações na cidade de São Paulo com o apoio da São Paulo Film Commission. https://spcine.com.br

Música original
Autores:
Voz, Guitarra e Sintetizador: Alexandre Carlo
Baixo: Luís Mauricio
Bateria: Lucas Pimentel
Guitarra: Kiko Peres
Guitarra: João Ferreira
Teclado: Bruno Wambier
Percussão: Denny Conceição

Participação Especial:
Voz: Thiaguinho
Cuíca e Backing Vocal: Vinicius Feyjão
www.natiruts.com

 

Más, Carlos! terá curta temporada em Brasília no mês de outubro

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Carlinhos Maia com espetáculo inédito em Brasília: “Más, Carlos!”, 05 a 07 de outubro no Teatro dos Bancários

Carlinhos Maia não para um minuto! Quanto menos se espera, lá está ele colocando em prática mais uma de suas ideias. A reação de surpresa das pessoas não poderia ser diferente: “Mas, Carlos!” é uma resposta recorrente à irreverência de um dos influenciadores mais carismáticos das redes sociais. E assim surgiu o nome do seu mais novo projeto para os palcos.

Em 2018, Carlinhos Maia continuará sua turnê pelos quatro cantos do país com o espetáculo Mas, Carlos! onde ele dará o seu recado ao vivo e mostrará um pouco como é a vida na vila de Penedo mais fervida das redes sociais. Acompanhado de Dona Maria, sua amada mãe, e de seus amigos Reinaldo e Paulo, Carlinhos relata com muito bom humor vários momentos marcantes de sua trajetória desde a infância em Penedo até o sucesso meteórico com seus vídeos na internet.

Mas, Carlos! continua apostando na interação com o público para garantir momentos de muito humor nas apresentações. Quando se trata de Carlinhos Maia, assunto é o que não falta. E boas risadas também!

Sobre Carlinhos Maia – Dono de um carisma ímpar e irreverente, Carlinhos se projeta no mundo artístico para expor seu talento que é reconhecido na internet. Com apenas 24 anos, o alagoano que não esconde o seu melhor nas suas redes sociais, sempre achou sua vida engraçada e tinha noção do que a comédia o circundava, portanto ele busca mostrar seus interesses e histórias para seu público.

Carlinhos começou a gravar vídeos para fugir da mesmice da internet, com intenção de sempre mostrar coisas boas e engraçadas, “Quero mostrar um cotidiano de uma pessoa comum e piadas com humanidade, minha intenção é fazer rir, jamais ofender alguém”, completa o artista.

Redes Sociais – O Facebook de Carlinhos Maia, onde começou com os vídeos, conta com mais de 4,9 milhões de seguidores. O grande talento do artista é visto em vídeos curtos, sempre satirizando situações que passa com sua família ou na sua vida.

O Instagram também se tornou aliado à sua popularidade. Com grande engajamento na plataforma, tenta aproximar seu público, compartilhando os melhores e os piores momentos de sua vida. Sem perder suas origens, faz questão de mostrar toda sua família e os amigos da “vila”, apelido carinhoso que o humorista deu para a rua em que mora. Atualmente registra na rede mais de 6,8 milhões de seguidores, que o acompanham a cada nova publicação, seja na timeline ou nos stories. O canal no YouTube possui mais de 760 mil inscritos e um engajamento de mais de 23 milhões de visualizações.

Dono de um carisma ímpar e irreverente, Carlinhos Maia mostra que o simples chama atenção e encanta quem o vê. Os vídeos com participações de sua mãe, Dona Maria e da vizinha Branca, fazem o público se apaixonar pela espontaneidade do alagoano.

Serviço:
Carlinhos Maia em: Más, Carlos!
Local: Teatro dos Bancários 314/315 Sul
Data: 05, 06 e 07 de outubro
Horário: Sexta e sábado as 19h e 21h | Domingo as 18h e 20h
Ingressos: R$ 50 meia | R$ 100 inteira
Pontos de venda: Teatro dos Bancários, Central de Ingressos do Brasília Shopping e site tudus.com.br
Classificação: 14 anos
Informações: (61) 3034 6560
Realização: Giral Projetos

Cigarro x coração: riscos de doenças cardiovasculares é maior entre fumantes

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No Dia Nacional de Combate ao Fumo, saiba quais são os principais riscos que o tabagismo traz ao coração e as formas de largar o hábito

Com o maior acesso à informação e uma nova consciência construída ao longo dos anos, o número de pessoas que fumam cigarro caiu significativamente. O que um dia já foi sinônimo de ser descolado e era permitido em todos os lugares, até mesmo aviões, hoje é um hábito fortemente combatido. Porém, o cenário ainda não é o ideal: de acordo com uma pesquisa publicada ano passado na revista médica The Lancet, quase 20 milhões de brasileiros ainda fumam regularmente. Como parte da luta contra o tabagismo, dia 29 de agosto é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Dentre os diversos males causados pelo cigarro, como o câncer e os estragos ao pulmão, dentes e pele, o fumo é um dos maiores causadores de doenças cardiovasculares. De acordo com o Dr. Bruno Jardim, cardiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), um dos motivos disso acontecer é que o cigarro agride as paredes que recobrem os vasos sanguíneos. “As artérias ficam mais vulneráveis e propensas ao acúmulo de gordura por conta da falta de óxido nítrico, substância protetora que tem sua produção inibida no processo”, explica.

Outra razão é que o hábito acelera o processo de oxidação do colesterol, fazendo com que se forme a placa de aterosclerose, uma grande vilã quando o assunto é coração e conhecida como o “estopim” para um infarto do miocárdio. Mas não para por aí. Além disso, o fumo ainda interfere fortemente no processo de contração e relaxamento do órgão. Resultado? O sangue passa a ter grandes dificuldades para circular como deveria.  Se você ficou preocupado, a hora de parar é agora. “O tempo necessário para igualar os riscos de um ex-fumante aos de uma pessoa que nunca fumou é cerca de 10 anos”, aponta Dr. Bruno.

Uma gota de veneno mata? – “Ah, doutor… Mas eu fumo tão pouco, não faz diferença”. E como faz! O certo é não fumar de forma alguma. De acordo com estudos publicados recentemente na revista BMJ, fumar apenas um cigarro por dia traz até metade dos riscos que fumar 20 cigarros por dia, o que é muito. Dentre os problemas que podem ser causados, se encontram, além do infarto, insuficiência coronariana, acidente vascular cerebral (AVC), aneurisma da aorta abdominal e desenvolvimento de arritmias graves.

Vale lembrar que também é importante pensar nos não fumantes que convivem com você, já que um fumante passivo corre os mesmos riscos do que os que acendem o cigarro. “Inalar a fumaça tóxica liberada pelo tabaco pode causar doenças pulmonares, irritações, sinusites, piora da saúde mental e até câncer”, explica o especialista. No caso das crianças, estar exposto a este tipo de situação pode inclusive afetar nos processos de relacionamento e aprendizagem.

Decidiu parar? – O primeiro passo é a decisão. Após isso, é importantíssimo procurar o tratamento ideal. A nicotina atua no sistema nervoso central e causa dependência, tentar sair dela sem suporte médico pode ser complicado. “Dores de cabeça, tonteira, irritabilidade, agressividade, alteração do sono e dificuldades de se concentrar são alguns dos sintomas da abstinência”, lista Dr. Bruno. Os possíveis tratamentos são diversos, mas uma dica geral para quem quer largar o vício é ajustar a alimentação e praticar exercícios físicos. “Isso ajuda muito no processo e evita que o paciente engorde, fato que acontece na maioria dos casos de pessoas que param de fumar”, finaliza.

24 % dos eleitores do DF pretendem votar nulo ou branco

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Escândalos de corrupção contribuem para crescente desinteresse pelas eleições, apontam especialista

Por Adriana de Araújo

 Cerca de 24% dos eleitores do Distrito Federal pretendem votar nulo ou branco nas próximas eleições, segundo Pesquisa Datafolha divulgada no dia 22 de agosto. A enquete mostrou ainda que 8% do eleitorado não sabe em quem vai votar. O desinteresse em participar das eleições é motivado, em parte, pelos escândalos de corrupção, apontam especialista.  O tema tem monopolizado o debate eleitoral em nível nacional e local.

Segundo os especialistas ouvido pela Revista 61 Brasília, a Operação Lava Jato, a maior investigação anticorrupção do País, e outras operações alertaram a população para a importância de fiscalizar a aplicação dos recursos público, mas também geraram desconfiança e ojeriza pela política, abrindo espaço para discursos moralistas. “O debate, hoje, está mais em cima de julgamentos morais do que em relação a propostas que solucionem os problemas da população”, explicou o analista político e diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto Queiroz.

A decisão de não votar ou anular é motivada pela descrença na política e nos partidos de maneira geral. Segundo o cientista político Rócio Barreto, o resultado mais provável é que os eleitos para governar o DF sejam escolhidos por uma minoria de eleitores e, por isso, correm o risco de ter pouca representatividade política. O que dificulta a governabilidade.

As eleições suplementares em Tocantins foi um bom termômetro do que pode acontecer em outubro nas eleições nacionais, nos estados e no DF. Quase metade dos eleitores do estado optou por não escolher um nome para governador. As abstenções chegaram a 30,14% e 19,9% dos tocantinenses que foram às urnas votaram nulo ou branco. “Quem se afasta da política e não vota permite que outros escolham por ele o modelo de país e quem o conduzirá nos próximos quatro anos”, disse Queiroz.

A falta de renovação entre os quadros partidários e de propostas que atendam às demandas da população são alguns dos motivos apontados por aqueles que pretendem anular o voto como justificativa. “Os candidatos que apresentaram programa político não trazem, até o momento, soluções para problemas urgentes de Brasília, como a saúde. Por isso, pretendo anular meu voto”, declarou a moradora do Lago Norte, Débora Aragão.

Apesar do crescente percentual dos eleitores que declaram que votarão nulo ou branco, parte significativa da população ainda acredita na importância do voto. Segundo pesquisa do Ibope, divulgada no dia 10 de agosto, 70% dos entrevistados concordaram que as eleições podem melhorar o País. A advogada e morada da Candangolândia, Eliane Cesário, ainda não decidiu em quem votar, mas participará das eleições. “Vou olhar os programas das candidaturas e votarei em propostas que garantam direitos sociais e trabalhistas, além de direitos aos servidores”, enfatizou.

Cientista político, Rócio Barreto

Segundo Barreto, é difícil para o eleitor conhecer todos os programas. Alguns candidatos não têm sequer um site. Além disso, há muitos postulantes aos cargos eletivos. Onze candidatos concorrem ao cargo de governador. Para deputado distrital foram registradas 960 candidaturas para 24 vagas.

Financiamento

Para Barreto, o financiamento público de campanha poderia tornar as candidaturas mais democráticas se impedisse o uso de recursos dos próprios candidatos em campanhas.  “O financiamento hoje favorece partidos grandes e candidatos que manterão o status quo. As pessoas que têm condição de mudar o sistema ficam em desvantagem, pois muitas vezes estão filiadas a partidos políticos pequenos e sem recursos”, destacou.

No Distrito Federal, Barreto acredita a população seria mais bem representada se o voto fosse por regiões administrativas. Ele orienta o eleitor a buscar candidatos mais próximos do seu dia a dia. “As demandas do morador do Lago Sul e da Ceilândia são totalmente diferentes”, disse.

“A democracia precisa ser participativa e não apenas representativa. Hoje, as pessoas nem lembram em quem votaram nas últimas eleições, principalmente para deputados e senadores. Então, como elas vão cobrar depois?”, indagou Barreto.

Reforma política

Segundo Queiroz, a complexidade do sistema político e eleitoral, com a possibilidade de votar em um partido e ajudar a eleger candidatos de outra legenda em razão da coligação, acaba frustrando o eleitor. “Pode haver coligação de candidatos de partidos de esquerda com outro de direita. Você vota no da esquerda e pode estar ajudando a eleger alguém de direita, ou o contrário. É um completo desrespeito com o eleitor”, constatou o analista político.  Para as eleições legislativas, esta será a última eleição com autorização para as coligações partidárias.

Analista político e diretor do Diap, Antônio Augusto Queiroz

Para Queiroz, outra medida necessária é aumentar a diversidade na política, com a eleição de mulheres, negros, quilombolas, principalmente para as assembleias legislativas. Uma possibilidade seria a implementação de lista fechada, quando o voto é dado para o partido e não para o candidato, como ocorre no atual sistema proporcional de lista aberta, que favorece quem já é conhecido e tem mais recursos.

Para que o modelo de lista fechada funcione, contudo, são necessárias convenções partidárias mais democráticas e até mesmo a eventual redução do número de partidos. “Não existe tantas ideologias quanto o atual número de partidos. O que há é um abecedário de siglas que ficam negociando favores em troca de apoio ao governo”, apontou Queiroz.

O analista político acredita que o número de partidos será reduzido com a aplicação de cláusula de barreira.  Aprovada no Congresso, a medida exige um percentual mínimo de votos nacionais para deputados federais para que os partidos acessem recursos do fundo partidário. Os resultados, contudo, ainda devem demorar, pois a implantação da medida será gradual. A exigência é que, em 2018, os partidos tenham pelo menos 1,5 % dos votos válidos em nove estados, chegando a 3% em 2030.

“Com a aplicação da cláusula de barreira e o fim das coligações partidárias nas eleições posteriores a 2018, o número de partidos deve diminuir. Resta saber se a democracia brasileira resiste até lá”, questionou Queiroz ao mencionar a necessidade de reforma política e eleitoral que perceba o eleitor como o titular do poder.

Já o advogado Carlos Enrique Caputo Bastos, especialista em direito eleitoral, sustenta que as regras do sistema eleitoral são de difícil compreensão para a maioria dos eleitores. “Com um sistema tão complexo como o nosso, é difícil conseguir resultados controláveis com uma única alteração.”

Para o advogado, o sistema eleitoral deveria ser estudado nas escolas.  “O que precisa ser modificado não é a legislação, mas sim o modelo de educação básica. Compreender o sistema eleitoral é essencial para a cidadania; não pode ser um assunto apenas de especialistas. Conhecê-lo importa a todos”. Caputo entende que, assim, as pessoas refletiriam desde cedo sobre o que é melhor para ele, a sua família, a cidade e o País.

 

 

 

 

 

 

Paulinho da Viola e Beatriz Rabello se apresentam em show gratuito em Brasília

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Paulinho da Viola se apresenta em Brasília na quinta-feira (30), às 20h. No show gratuito, no Açougue Cultural T-Bone (312 Norte), o compositor será acompanhado pela filha Beatriz Rabello e pelo instrumentista Elder Nascimento.

Com o tema Bloco do Amor, o repertório mescla músicas do sambista portelense e de outros compositores cariocas, ligados a esta festa popular. Entre os sucessos do sambista, o público vai conferir: Foi um Rio que Passou em Minha Vida, Coração Leviano, Eu Canto Samba e sambas conhecidos de Dona Ivone Lara, Jorge Aragão, Maria Vasco e, é claro, algumas marchinhas de outros carnavais.

O evento é parte das Noites Culturais promovidas pelo Açougue T-Bone. O show terá abertura de artistas da cidade. Os poetas Jorge Amâncio, Noélia Ribeiro, Ana Barros e Dayanne Timóteo fazem dobradinha com o músico Helder Nascimento. O cantor será acompanhado por Toninho Maia – violão, Tico Laurindo – contrabaixo e Enos Marcolino – acordeom.

Serviço:

Show Bloco do Amor

Paulinho da Viola e Beatriz Rabello

Local: Açougue Cultural T-Bone

Entrequadra 312/313 Norte

Horário: 19 horas